domingo, 13 de junho de 2010

Reflexões de um leigo [2].

Trânsito, correria, atrasos, superlotação, engarrafamentos, são problemas detectados frequentemente numa cidade cuja população cresce rápida e desordenadamente. Pensando de modo bastante simplório, não seria melhor e mais barato andar de carro a andar de ônibus? A resposta negativa pode nos causar um certo estranhamento, mas se pesar todos os fatores como manutenção mecânica, combustível, estacionamente e etc, podemos chegar a conclusão de que um transporte público de qualidade custaria menos, além de que, óbviamente, se mais pessoas utilizassem tal meio, o número de veículos como carros e motos diminuiria e, consequentemente, o tráfego.

Segundo estudos realizados por Valério Medeiros, pesquisador pela Universidade de Brasília (UnB), Florianópolis tem o pior índice de mobilidade do País; e o segundo pior do mundo. Não bastando a dificuldade de locomoção automobilística, ainda pagamos uma das tarifas de ônibus mais caras do Brasil

Há cerca de um mês Florianópolis vem testemunhando uma série de manifestações contra o aumento das passagens de ônibus na cidade e em busca de um transporte coletivo "público" de qualidade e, assim, poder firmar o direito de ir e vir, direito este inserido nos termos da Constituição Federal do Brasil. Esses protestos partem de estudantes que são direta ou indiretamente prejudicados pelo alto custo que é transitar na mesma.

Não obstante a Polícia Militar tem repreendido os ESTUDANTES com armas taser (choque), praticado prisões arbitrárias e agressões em todos os sentidos (físico e político), inclusive censurando o direito da imprensa, em algumas ocasiões. O Estado Democrático de Direito, que visa garantir o respeito das liberdades civis, ou seja, o respeito pelos direitos humanos e pelas liberdades fundamentais, através do estabelecimento de uma proteção jurídica, está em crise, pelo menos na "Ilha da magia”.



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