quarta-feira, 24 de março de 2010

Caso Nardoni.

Como já se sabe, a mídia elegeu o fato da semana, aquilo que pretendem nos enfiar boca a baixo pelos próximo dias: O caso Nardoni. O resultado parece bastante óbvio: os réus serão considerados culpados. Assim, a sociedade acreditará que a justiça tenha sido feita, caso contrário, esse será mais um episódio de impunidade no País.Digo isso, óbviamente, levando em consideração o senso comum, o pensamento coletivo.
A banca dos jurados é composta por sete pessoas, mas basta que quatro delas tenham votos similares, para que se encerre a contagem e se tenha o veredito. É válido lembrar que "veredito" não é sinônimo de "verdade". O veredito saberemos em alguns dias, já a verdade...bem, a verdade é outra história.










sábado, 20 de fevereiro de 2010

Violência Legal: pena de morte.

Quando a bestialidade humana, expressa no provérbio: "O homem é o lobo do homem" (homo homini lupus), ou quando o assassinato "judiciário" de uma pessoa se torna algo "natural"?
Um ato tão brutal, que exaltado por intelectuais e aplaudido pelo povo, em resumo, foi sancionado, apresentado e sentido como instrumento idôneo - adequado à civilização e à religiosidade de um povo - que se pode ser empregado sem ser acusado de assassinato.
O problema não consiste em constatar a ferocidade humana, mas em procurar entender porque o instinto jurídico, e como e quando um momento impulsivo e incontrolável do agir humano se transformou em ação legal, racionalmente calculada e predeterminada, regulada por normas precisas e sancionadas como sentença.
Em outras palavras, como a violência deixou de ser "ilegal" para se tornar "legal"?

Referência: A morte como pena: ensaio sobre a violência legal - Ítalo Mereu.


segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

O notável invisível.

À espreita, vigiando, não queria saber se ainda batia um coração, tampouco queria saber se o sangue ainda seguia seu curso.
Olhava, sentia-se vivo enfim.
Não fazia questão que o notassem, apenas queria estar ali, fazer parte do todo.
Não mais um rosto na multidão, mas também não um desconhecido.
Fazia-se notar pela falta de atenção que lhe davam.
Não sendo nem tão grande que não se possa ignorar nem tão pequeno que não possa ser visto.
Mas vivia, não a vida especial com a qual sonhara, mas vivia.E.F.P.